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Momento Devocional IPCC – Quero ser uma oliveira viva

“Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de Deus para todo o sempre.” Salmos 52:8

Começamos a estação do ano que chamamos de primavera. Uma estação bela e deslumbrante em que podemos apreciar a beleza da natureza: das flores nos jardins, dos ipês floridos, dos arbustos floridos, das árvores frutíferas. Impossível não percebermos a presença de tantas manifestações claras da natureza, que se apresentam ao mundo nesta estação, com seu colorido vivo e festivo.

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A primavera e suas lindas flores, seu verde deslumbrante surgem logo após uma estação fria, o inverno, em que a natureza se recolhe, e a paisagem marcante acontece com um ambiente cinzento e com poucas cores.

Podemos comparar as pessoas que não gostam de Deus e não praticam sua justiça, como este ambiente frio, seco e cinzento que corresponde à estação do inverno e pensarmos nas pessoas que buscam a Deus, que vivem com Ele e promovem seu amor, como a bela estação da primavera.

Este salmo 52 de Davi nos apresenta um universo de conflitos, de batalhas entre pessoas que se contrapõem, um mundo dividido entre pessoas do bem que clamam por justiça, ao verem pessoas do mal, inimigos dos valores do bem, que  usam muitas vezes do seu poder, para continuarem afrontando os valores da justiça, vivem mentindo para alcançarem seus objetivos fraudulentos e longe dos princípios daqueles que confiam em Deus.

Esta leitura do salmo 52 demonstra claramente o mundo dividido em dois grupos, lutando suas batalhas com armas e recursos diferentes. O rei Davi descreve um cenário em que estes dois grupos realizam suas atividades com um “modus operandi”  baseado nas suas crenças, no seu modo de vida: os justos, aqueles que buscam a Deus e vivem uma vida, como Davi vivia, crendo no Criador e confiando Nele e os injustos, aqueles que vivem como se Deus não existisse, que não creem em Deus e confiam nos seus próprios recursos materiais, nas suas riquezas, nos seus bens, em seu poder econômico, nas suas atividades ilícitas e ligadas com a corrupção.

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Os justos, os que buscam a Deus tem prazer na verdade, e em fazer a coisa certa, realizar a vontade de Deus. Os inimigos dos justos, aqueles que se esqueceram de Deus, praticam a mentira, e não se importam com seu modo de vida, porque na sua visão o que importa é alcançarem seus objetivos, não importando os meios para que estes objetivos sejam conquistados, mesmo destruindo os justos com suas mentiras, mesmo destruindo os valores dos que buscam a Deus.

Davi confia e proclama o juízo de Deus sobre seus inimigos, sobre aqueles que estão mentindo e provocando aqueles que defendem os valores de Deus. Davi tem certeza que Deus, o Criador do Universo, vendo tudo o que acontece, estará certamente derramando da sua ira sobre aqueles que fazem coisas erradas, que defendem a mentira e a destruição dos valores defendidos por Deus, os valores bíblicos.

Aplicação Prática:

Se pensarmos no que vemos nas duas estações climáticas, em relação a beleza das flores, poderemos ver a oposição entre o inverno, sem cor e praticamente sem o brilho vivo da natureza e a primavera, com sua beleza característica. Oposição que existe entre estes dois grupos:- os injustos e os justos.

Davi compara estes dois mundos, estes dois universos existentes entre nosso mundo: os justos que praticam a verdade e os injustos, seus inimigos, que praticam a mentira, com uma árvore da natureza, a oliveira e com tudo o que a oliveira produz.

Os justos são comparados com uma oliveira que floresce, que se apresenta e aparece para o mundo, como uma bela árvore que surge na primavera com suas flores deslumbrantes.

A oliveira é uma árvore típica do Mediterrâneo e é uma árvore de folhas perenes, pertencentes à família das Oleáceas. A oliveira produz azeitonas que são utilizadas para se fazer o azeite.

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Nesta época bíblica em que Davi viveu, os agricultores utilizavam a oliveira produzindo, a partir das azeitonas, óleo para ser utilizado em diversas finalidades, bem como utilizavam suas folhas para chás, além da própria azeitona “in natura” para ser consumida na alimentação.

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Dentre estes produtos da oliveira, podemos destacar:- o azeite na alimentação, o óleo para ser colocado nos postes e nas lamparinas nas casas para iluminação, produzindo luz nesta época que não existia energia elétrica. Era utilizada também para fins medicinais, produzindo remédios e unguentos para curar feridas de doentes, bem como para fabricação de produtos de beleza para a pele, além de produtos de higiene, como os sabonetes primitivos.

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Era uma árvore que tinha uma importância vital para a vida daquelas pessoas. Daí o Rei Davi se compara como uma oliveira que floresce na casa de Deus, pois a oliveira que aquele povo conhecia, produzia muitas bênçãos com sua utilização: alimentava os famintos, iluminava ambientes, curava feridos, purificavam e perfumavam seu corpo e pele, ao seu lavarem com seus sabonetes.

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Existem muitas passagens bíblicas que destacam a oliveira, uma delas é a passagem da arca de Noé, onde logo após o dilúvio, Deus permitiu que a humanidade recomeçasse e voltasse a uma vida normal, após uma pomba retornar para a arca com um ramo de oliveira em seu bico (descrito em Gênesis 8:10-11), significando a vida e esperança existente na folhagem nova de uma oliveira que brotava.

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Deus permite que recomecemos, que renasçamos das cinzas do pecado e de uma vida longe da sua presença.

Deus permite que possamos ter uma nova vida, um novo recomeço quando entregarmos, quem nós somos, a nossa essência para Jesus Cristo poder nos transformar.

Somos considerados justos, não pelos nossos próprios méritos, mas humildemente entregando nossa vida, para aquele que morreu na cruz para nos salvar, nos justificando perante o Criador, nos libertando das trevas do pecado e de uma vida de injustiça, longe da presença de Deus e nos regenerando, dando esperança e um novo recomeço.

Com Cristo, somos justificados por Deus e considerados justos, tendo paz em nossos corações, vivendo com Deus em nossas vidas, uma vida unida com o Criador.

Se somos seguidores de Cristo, discípulos de Jesus Cristo, vivendo uma vida com Deus, certamente ficaremos indignados com as mentiras, com as fraudes, com a corrupção dos grupos de pessoas que não compactuam das ideias de justiça, da verdade e da paz, contidas na Bíblia e tão pouco defendem seus milenares valores éticos, morais e espirituais.

Nestes tempos de indignação com o mal, com os inimigos de Deus, com aqueles que não buscam a Deus e desejam destruir os valores que defendemos pela fé, cabe a nós cristãos, buscarmos a Deus, orarmos, termos comunhão constante com o Criador, continuarmos lendo e praticando as verdades da Bíblia.

Deus está atento para nossas orações e para o desejo de transformarmos este mundo injusto que vivemos.

É tempo de adorarmos a Deus em nossas igrejas, de sermos como o Rei Davi escreveu, como esta oliveira que floresce na casa de Deus.

Pensa nisto. Reflita sobre isto: quero ser uma bênção na vida das pessoas que convivo, das pessoas que se relacionam comigo.

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Desejo viver a vida de Jesus Cristo, através da minha, procurando exalar o bom perfume, o aroma de Cristo, para aqueles que vivem sem esperança neste mundo de tantas injustiças, conforme o apóstolo Paulo, nos informa em 2 Coríntios 2:14,15:

“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”.

Que como oliveiras vivas, plantadas na casa de Deus, tendo prazer de estar com Deus em comunhão diária e também na Igreja, possamos produzir alimento espiritual para o mundo, luz para os cegos e que vivem nas trevas da injustiça e pecado, remédio para curar os doentes, com nossas palavras de cura, incentivo e motivação, em um mundo sem esperança e longe de Deus, perfume e o bom cheiro de Cristo, com nossa presença nos lugares por onde passarmos.

Pr. Luiz Francisco Contri

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