“O rei do Egito ordenou às parteiras dos hebreus, que se chamavam Sifrá e Puá:
“Quando vocês ajudarem as hebréias a dar à luz, verifiquem se é menino. Se for, matem-no; se for menina, deixem-na viver”.
Todavia, as parteiras temeram a Deus e não obedeceram às ordens do rei do Egito; deixaram viver os meninos.“
Êxodo 1:15-17
Neste importante dia, que relembramos a importância de nossas mães, e também do papel e amor de “mãe” de uma forma geral, quero relembrar a história bíblica de Joquebede, a mãe de Moisés e também reforçar a importância e o sentido de ser mãe.
Quero salientar o papel da maternidade, mas também o instinto natural de ser mãe, presente no coração de todas as mulheres, mesmo aquelas que não geraram filhos biológicos, mas que lutam diariamente pela vida, ao preservarem e amarem os filhos gerados por outras mães.
O povo de Israel foi escravo no Egito e o Faraó preocupado com a possibilidade do aumento de escravos israelitas do sexo masculino, que dentro de alguns anos, poderiam ser em número bem maior do que a quantidade de homens e soldados egípcios, tomado de medo, imaginando que os israelitas pudessem se revoltar, por serem futuramente em número bem maior, seriam mais fortes que o próprio exército que os dominava, resolveu então eliminar este problema, mandando matar todos os meninos do sexo masculino que nascessem no Egito.
O grande líder de Israel, Moisés, ao nascer correu um sério risco de vida.
Salvo pela providência e ação de Deus que utilizou algumas mulheres e mães que valorizavam a vida e a obediência ao Criador e não aos homens.
Nesta linda história de salvação, da vida do menino Moisés, destaco em primeiro lugar as parteiras Sifrá e Puá, que num primeiro momento, ao receberem o mandato do Rei do Egito, do Faraó, para matarem no nascimento todos os bebês do sexo masculino, das escravas israelitas que nascessem, não obedeceram ao mandato do Rei e estavam salvando a vida dos meninos que estavam nascendo, deixando os meninos viver.
As parteiras Sifrá e Puá arriscaram a sua própria vida, não obedecendo ao Rei, que poderia posteriormente matá-las, por descumprir sua ordem, para salvar as vidas dos meninos recém nascidos no Egito.
Sifrá e Puá entendiam o significado de ser mãe e estavam lá para possibilitar a vida e não o contrário.
Como o plano inicial de Faraó não deu certo, ele deu uma nova ordem:
Por isso o faraó ordenou a todo o seu povo: “Lancem ao Nilo todo menino recém-nascido, mas deixem viver as meninas”. Êxodo 1:22
Neste momento a ação de Deus se manifesta através da vida de Joquebede, a mãe do futuro líder de Israel, Moisés, que recém nascido corria o risco de ser jogado no Rio Nilo e morrer afogado.
Então Joquebede, em seu amor e instinto materno de preservação da vida, escondeu o menino Moisés por um período de três meses, e como não tinha mais como escondê-lo, colocou-o num cestinho e o pequeno menino foi levado por sua irmã Miriã e lançado num local estratégico no Rio Nilo a fim de ser visto pela filha de Faraó.
Moisés foi encontrado pela filha de Faraó e foi criado no Egito. A filha de Faraó teria que escolher uma escrava israelita que pudesse amamentar e criar Moisés, como empregada da filha de Faraó, e providencialmente Deus permitiu que sua própria mãe Joquebede fosse de forma secreta a pessoa que amamentaria aquele lindo menino chamado Moisés que havia sido preservado da morte e estava agora sendo cuidado pela filha de Faraó.
Joquebede a mãe de Moisés o salvou da morte iminente no Rio Nilo e também possibilitou que aquela criança crescesse com vida e saúde e posteriormente fosse usada por Deus como o salvador de Israel da escravidão no Egito.
Aplicação Prática:
Vemos na história bíblica da salvação do menino Moisés, a importância de algumas mulheres que preservaram sua vida com o instinto da maternidade e da vida:
- As parteiras Sifrá e Puá, mães em sua essência, que trouxeram à vida milhares de crianças e pela sua intervenção Moisés foi salvo inicialmente.
- Joquebede, a mãe de Moisés, que por ser uma verdadeira mãe, querendo o melhor para seu filho Moisés, que corria risco de vida, abriu mão de estar inicialmente ao lado dele e criou um plano de vida para salvá-lo. Posteriormente, abdicando de todos os direitos que eram seus, de ser a mãe biológica de Moisés, se sujeitou a trabalhar como escrava da filha de Faraó, sem esta saber que ela era sua verdadeira mãe, para poder preservar a vida de seu filho, para que ele pudesse ter as melhores oportunidades em sua vida.
- Miriã, a irmã de Moisés, que querendo salvar a vida de seu irmão recém-nascido, exerceu seu instinto amoroso de maternidade e preservação da vida, ao ajudar sua mãe Joquebede no plano estratégico de salvar a vida de seu irmão, colocando-o num local onde a filha de Faraó pudesse vê-lo.
- Filha de Faraó, filha do Rei que poderia ter matado aquele menino que boiava no cestinho no rio, porém tinha um coração compassivo de mulher e futura mãe, foi usada por Deus para preservar a vida de Moisés, adotando aquela criança.
Nesta linda história de salvação, da vida do pequeno Moisés, Joquebede a mãe biológica teve papel fundamental, mas igualmente outras mulheres e mães estiverem também presentes na salvação do menino.
Verificamos na história bíblica das mães Sifra, Puá, Joquebede, Miriã e a filha do Faraó, a essência de ser mãe que é o amor e cuidados pela vida.
Mulheres que se dedicaram, cada uma de uma forma especial e diferente, na vida do pequeno menino Moisés, mas sobretudo exerceram o amor e preservação da vida.
Desejamos para sua vida mulher que é:- mãe biológica, mãe adotiva, mãe social, mãe do “coração“, mãe “professora“, mãe dos orfanatos, mãe missionária que gera vidas espirituais, e tantas outras possibilidades do amor materno, expresso no cuidado pela vida, que Deus continue te abençoando, cuidando dos seus sonhos, dando fé e esperança, dando alegrias inesperadas e a gratidão de todos os filhos que você cuida e cuidou.
Pr. Luiz Francisco Contri
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